Pega um café, senta e leia com atenção! ☕
Sinceramente, ainda não sei dizer. Ainda é recente. O marketing e a publicidade meio que me cansaram nos últimos 7 anos.
Cansei dos picaretas, dos pseudo empresários procurando “gestor de tráfego” com garantia rivotril de resultados enquanto eles próprios nem sabem o que querem, não entregam po*** nenhuma do que é combinado, não honram prazos — e não se lembram principalmente a data de pagamento que está no contrato que assinaram —, não mandam informações básicas que leva 5 minutos pra levantar.
Cansei da doença mental coletiva que veio junto com as IAs, do imediatismo infantil que não cabe em negócios. Cansei de ter mais interesse em salvar o negócio da pessoa do que ela em mantê-lo ou de fazer tudo além do contratado pra ajudar a reerguer o negócio e quando é a hora de realmente “lucrar junto”, levar um golpe e ter de envolver advogados para receber.
Já estava cansado a ponto de parar tudo e encerrar o cnpj. O problema com isso é que eu nunca fui a pessoa que desiste.
Daí, um belo dia, enquanto fazia uma pesquisa para artigos de um cliente que já acompanho há mais de dois anos (o que é raro hoje em dia), me empolguei na madruga. Tive umas ideias para artigos, comecei a anotar no meu caderno e fui fazer um café. ☕
Me ‘lembro da hora’ porque eu sempre coloco quando faço anotações, 04:49.
Eram três artigos distintos de temas do marketing e publicidade. Enquanto eu anotava ferozmente, outras ideias surgiram e quando vi, tinha temas suficientes para retomar o blog da minha agência. Estava vivendo há alguns anos o casa de ferreiro com espeto de pau. E quando eu escrevo, dou um grande foda-se pras regras de SEO, porque a semântica delas destrói o bom português e para mim ao menos, elas são mais importantes.
Depois é que eu penso onde a estrutura da SEO será encaixada no contexto e onde ela faz sentido ser aplicada. O mais importante é a coesão das ideias, que tenham começo meio e fim. Do início da minha carreira até por volta de 2014, diagramei dezenas de jornais e revistas e em muitos eu acabava tendo de ajudar a pesquisar e redigir pautas que faltavam, orientar o tipo de fotos, até agendar entrevistas.
Em 2014 me mudei pra roça e resolvi tirar um período sabático — por assim dizer — porque passava pelo mesmo problema com que me deparei recentemente (que não é novidade para nenhum profissional da área). Foram 18 meses e em 2016, retornei adotando o home office 100% com um cliente de engenharia ambiental, o que antes era entre 60 a 80%, dependendo do período do ano e volume de indicações. E olha que eu já sou adepto do trabalho remoto há décadas.
Em seguida veio outra empresa de serviços de engenharia e pós-gradução em saúde e segurança do trabalho. Quando me dei conta, lá estava eu a todo vapor outra vez. A pandemia potencializou o volume e parecia, por um instante, que havia um vislumbre de maior consciência no mercado. O mundo — e os brasileiros — descobriram o home office. Não era novidade nenhuma, mas deu a impressão que a roda acabara de ser reinventada no mundo dos negócios.
Tão logo as coisas começaram a ‘voltar ao normal’, a natureza humana não perdeu tempo em também regressar ao seu status naturalis, auto predatório em seu próprio ambiente e no caso específico da nossa amada salve salve Terra de Santa Cruz, coronelista, escravista, exploratória dos serviços e da alma alheia de modo degradante. Esquecem-se que a força de uma nação e o que gera riqueza de fato é a geração de trabalho, a mão de obra, os serviços, as pessoas. Enfim… é cultural, factual. Só mudará esse comportamento discrepante e sem nexo se as pessoas quiserem.
Foi só nos últimos meses que me dei conta que uma das coisas que sempre adorei fazer, escrever, não pela obrigação de entregar um artigo, um plano de marketing ou planejamento de campanhas, tinha ficado em décimo plano. O que sempre foi um dos meus prazeres pessoais e profissionais, ficou mecânico, automático.
O caderno de ideias
Voltando ao meu caderno de ideias, naquela noite percebi que para reencontrar essa satisfação, seria preciso dar o primeiro passo. Bem, esse ‘primeiro passo’ transformou-se em oito artigos e mais alguns que estão em fase final de revisão.
E veja que loucura, comecei a escrever para o blog da minha agência e lembrei que tenho meu site pessoal e um outro blog (blogger) muito antigo que eu não escrevia nele há mais de 10 anos. O problema? O mesmo de todo mundo, tempo!
Além do trabalho, vários outros afazeres, compromissos, reuniões e era algo que eu não queria delegar antes de ter uma consistência no estilo de escrita, até porque principalmente de conteúdo de marketing, publicidade e afins eu não sou o cara que idolatra a IA. Eu não estou com pressa de escrever qualquer porcaria para levar minha assinatura e se vai levá-la, tem de ter sido eu a escrever.
Não concordo com essa pressa desesperada, insana, histriônica que tem assolado a humanidade. Quem se beneficia com isso? No meu entender, ninguém. Muito pelo contrário. Mas… cada um viva como bem entender e está tudo certo.
Sentei com o meu caderno de ideias e dele nasceram os ‘primeiros’ 10 artigos que escrevi para minha própria satisfação, compilando do meu conhecimento, experiência, vivências e pesquisas abrangentes em quase uma década. Nada de automações. Escrita raiz, sem pressa, com a profundidade e seriedade com que a informação deve ser tratada, sempre.
Prompts não geram valor
Se você for amante dos prompts ou idolatra os processadores de dados que os compilam, tudo bem, nada contra. Entretanto, eu sou da velha guarda. E daí? Eu não tenho a pressa que essa nova geração tem. E tudo bem.
Outra coisa que precisamos pontuar é que a minha geração e as mais antigas têm tido que se adaptar às mudanças do mundo há muito mais tempo, e nos adaptamos. Porque as novas gerações não precisam ou não querem compreender que o mundo não tem de girar a mil por hora 24 horas por dia, 7 dias por semana, só para gerar uma montanha de fezes pseudo intelectuais? Conteúdo paupérrimo que não ajuda ninguém, nem a própria pessoa. No fim, ela não detém aquele conhecimento e fica se achando: “Olha, olha quanto conteúdo inútil e sem embasamento real que eu não domino consigo fazer por dia. Crio 30 dias de conteúdo em 10 minutos.”
Grande merda! Desligue o computador, tire o celular das mãos dessa pessoa e peça para explanar sobre os assuntos que foram escritos automaticamente. Ela não sabe nem o que foi escrito, não tem conhecimento nenhum sobre aquilo. O antigo dito popular “conhecimento é a única coisa que ninguém pode tirar de você” morreu, já era. Até isso conseguiram nos roubar. Uma ferramenta, um objeto, uma máquina que processa dados nos extirpou a capacidade de pensar, anulou nossa capacidade de criar por nós mesmos, de primeiro adquirir o conhecimento para só depois de experienciá-lo, passar adiante.
Em apenas três anos, a inteligência humana definhou, foi extinta. Agora, o que vale é a “inteligência” artificial. Processar dados numa velocidade alucinante e fazer esse besteirol de inutilidades sem propósito real, apenas ganhar curtidas, comentários nas redes antissociais e vender, vender, vender qualquer coisa tão inútil quanto os conteúdos que os que não sabem nada sobre ele querem empurrar. Vivemos o novíssimo e reinventado, marketing artificial 1.0.
Eu escrevo sobre os conhecimentos que tenho e quando preciso aprender, bem, aí é sentar a bunda na cadeira, pesquisar, ir atrás de informação o mais confiável possível e publicar conteúdo que realmente gere impacto, transformação positiva por informação embasada. Não esta pilha de textos obtusos com “não é sobre isso é sobre aquilo”. Isso é patético!
Se eu errar, corrijo, ajusto a direção e vida que segue. O que não dá é para viver de ‘conteúdo débil de prompts’, é a falência da inteligência humana. Antes que você possa me chamar de arcaico ou jurássico de forma pejorativa por causa do meu apelido, eu faço bom uso da tecnologia a meu favor há mais de três décadas e posso afirmar que do ponto de vista da programação, tem me ajudado muito. Eu gosto da tecnologia. Ela deve nos servir, não nos escravizar.
Contudo, frequentemente me deparo com situações onde o bom senso impera e busco apoio de um especialista, de um programador. Apesar dos meus esforços e estudos, não é algo que eu domine plenamente. O que eu não sei, simplesmente delego a quem saiba e possa resolver. Muitas vezes precisamos quebrar esse paradigma cultural do brasileiro em achar que tem ‘jeitinho’ para tudo. No que a tecnologia puder ser útil e trazer vantagens, use-a. Quando for preciso a experiência de outro profissional, valorize-o, respeite o conhecimento e pague.
Não se pechincha serviços. Produtos, aí sim, é normal. Mas serviços não. Tem todo o tempo e dinheiro a pessoa investiu para aprender, aplicar, adquirir experiência, se atualizar constantemente, pra vir um arrombado dizer:
“Mas eu achei o fulano que cobra 1000 e você cobra 10.000. Você cobre a oferta?”
Isso lá é coisa que se diga? Só gente sem educação e sem noção diz uma merda dessas.
Tempo é precioso
Aprendi que quando alguém contrata um serviço, seja para pintar sua casa ou para criar o aplicativo móvel da sua empresa, essa pessoa não está pagando pelo serviço em si e sim pelo tempo. Como o tempo é precioso!
Se não entende que tipo de tinta precisa para pintar a área que deseja da sua casa, seja interna ou externa, para que tipo de reboco, que tipo de massa aplicar ou não, quantas demãos etc etc etc, pague. Ou então administre o seu tempo para aprender e faça você mesmo. Você tem tempo?
Enquanto em outras culturas se valoriza os serviços e os produtos são apenas produtos, exceto quando dizem respeito ao status quo, no Brasil existe o péssimo costume de desvalorizar as pessoas, os serviços e valorizar excessivamente produtos e coisas ínfimas que não têm importância alguma, na realidade. São apenas produtos com data de validade pré-definida, obsolecência programada ao vivo e a cores.
E foi muito em razão disso que acabei perdendo gosto pouco a pouco. Ainda bem que não perdi o gosto pela leitura, pelo aprendizado, que não perdi a curiosidade. Quando observo a evolução das civilizações — se é que se pode chamar o comportamento humano atual da ‘civilização’ de evolução — e a história, penso que essa palavra definiu o ponto onde chegamos com a tecnologia, curiosidade.
Portanto, mantenha-se curioso. É isso que fez e faz com que invenções e inovações continuem acontecendo.

Voltar a escrever me trouxe de volta
No segundo artigo que publiquei em janeiro desde ano, Os impactos da análise de dados nas estratégias de marketing, eu o li várias vezes antes de publicar. Pensando na estrutura, nas quebras do texto para a semântica da SEO, me dei conta de que eu não estava mais nem aí para ela. Eu estava pensando nos leitores, na concatenação das ideias, mas principalmente, que atingisse o máximo de pessoas possível, do mais leigo ao mais técnico.
Comecei a lapidar o texto, mudar palavras, simplificar expressões mais complexas. O tema já é por si só complexo e sei que a maioria não entende análise de dados e estratégias de marketing. Tornar a leitura agradável, mesmo as explicações técnicas, usar títulos que conectem a fluidez e por fim, ter referências auditáveis é ainda mais importante atualmente.
Nos meus artigos, eu deixei de usar o termo ‘gestor de tráfego’. Primeiro porque isso surgiu em 2019. Como eu já tinha profissão muito antes disso e ela já tinha nome, Analista de Mídias Pagas, tenho convicção de que o gurulove que excretou o termo sequer sabia disso. 😂
Independente de qualquer acontecimento, eu jamais tive medo de mudanças e uma transição de carreira foi pauta nas conversas com minha esposa por bastante tempo. Mesmo tendo reacendido a satisfação através da escrita, está totalmente descartada essa transição? Não sei. Nada na vida é uma certeza absoluta. Sigo escrevendo. Por prazer em compartilhar o que aprendi, pela satisfação pessoal de simplesmente escrever, para aproveitar meu tempo livre como eu quiser. Seja como for, continuo.
Eu não estaria na mesma profissão há 35 anos se não gostasse do que faço. Vejamos o que as próximas mudanças trarão. Enquanto isso, te convido a passear pelas ‘singelas páginas que escrevi’ nos links abaixo. Elas concentram em seu cerne os conhecimentos aos quais me dediquei, experiências práticas, observações e pesquisas exaustivas. Boa leitura!
A pérola do Dino!
Eu não estaria na mesma profissão há 35 anos se não gostasse do que faço. Vejamos o que as próximas mudanças trarão. Enquanto isso, te convido a passear pelas ‘singelas páginas que escrevi’ nos links abaixo. Elas concentram em seu cerne os conhecimentos aos quais me dediquei, experiências práticas, observações e pesquisas exaustivas. Boa leitura!
11 artigos que escrevi sobre medicinas da floresta, ayahuasca, sananga, rapé e kambô
Abraço do Dino! 🦖
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