Toda vez que converso com um empresário(a), líder de equipe ou profissional de marketing e publicidade e me dizem “temos que pensar fora da caixa”, “gosto de pensar fora da caixa”, eu faço a pergunta que os congela e vejo apenas “caras de interrogação” (ou caras de bunda mesmo):
“O QUE TEM DENTRO DA CAIXA?”
“HÃÃ!? COMO ASSIM”
“É, O QUE TEM DENTRO DA CAIXA? SE NÃO SABE SEQUER O QUE TEM DENTRO, COMO VAI PENSAR FORA DELA?”
Essa pergunta desmonta toda a falácia midática da inovação que não existe, puramente porque o básico, o simples, o feijão com arroz, está sendo feito desleixadamente ou porcamente.
É o que chamamos de “muito barulho pra pouca festa” ou, em bom e chucro goianês: “tá parecendo fusca, muito barulho na bunda pra nada”.
Por estes e outros motivos é que o marketing e a publicidade baixaram tanto o nível. Cadê as propagandas marcantes, memoráveis? Não existem mais.
Onde foram parar aquelas campanhas que ultrapassam gerações e provocam, geram conversas, risadas, surpresa, que fazem as pessoas se lembrarem aleatoriamente enquanto estão no carro, na fila do banco, do cinema, que faz a gente rir sozinho e se perguntar “por que diabos estou lembrando dessa propaganda”?
A “poupança Bamerindus” não continua numa boa, mas… tenho certeza que você se pegou cantarolando agora né!
Então, pra quem acha que é “super criativo”, fica outra pergunta: será que você está criando experiências ou apenas “gerando narrativas pueris” que evaporam antes do fim da semana?
Abraço do Dino! 🦖
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