Observe a disparidade escandalosa. O Painel do Mapa de Empresas do Governo Federal mostra que o estado possui mais de 1 milhão de empresas ativas.
Bom, eu posso estar maluco, pois isso deveria ser considerado “excelente”. Mas não é. A realidade é assustadora. Em todo o Brasil é a mesma coisa.
UM a cada 7 habitantes de Goiás possui cnpj, isso deixa um alerta. Veja, foram abertas mais de 21 mil novas empresas em 2026 ao mesmo tempo em que mais de 11 mil foram fechadas. O que há de bom nisso?
Das 21.851 empresas abertas (até este momento, 30/04), 20.567 são micro empresas. As 3 principais atividades econômicas em números totais são:
Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios: 42.599
Cabeleireiros, manicure e pedicure: 37.473
Promoção de vendas: 36.315
Geralmente, são micro comércios de bairro, que poderiam impulsionar a economia local. O que acontece na prática não é bem assim. Você verá a seguir uma análise sem frivolidades, nua e crua do nosso atual empreendedorismo romântico.
Pega um cafezin e deleite-se na leitura! ☕


Causa e consequência: o empreendedorismo não foge à regra
Se analisarmos nesses cnpj extintos, o índice de inadimplência por impostos e negativadas (que bateu recorde histórico em 2025/26), não há nada a comemorar. É alarmante, perturbador!
Isso demonstra o contínuo despreparo dos brasileiros em lidar com negócios, a falta de educação evidente sobre finanças, empreendedorismo, marketing… sem falar da falta de educação básica, ética, civilidade. É um show de horrores.
Reduziram o tempo de abertura de um cnpj para MEIs e micro empresas a um tempo recorde. O problema é que as pessoas sequer leem no que estão se metendo. A maioria nem sabe que precisa pagar a guia mensal de pouco mais de 80 reais (MEI) para estar em conformidade com as suas obrigações e direitos empresariais e previdenciários. Gente, 80 reais, réupi mi ái réupi ú!
Pasme, as pessoas estão adquirindo dívidas astronômicas porque não leram a po*** das documentações do governo que orientam os tributos, encargos e obrigações do empreendedor. Está tudo lá, basta ler antes de gerar o CNPJ.
O brasileiro parece ter ódio, ranço, pavor mortal de conhecimento como se fosse uma doença contagiosa, ainda que lhe gere prejuízos desastrosos. Não estou falando de diploma, graduação, é de conhecimento.
Se for pra ver videozinho imbecilizante, descobre rapidinho, mas para ler o que evita entrar no buraco negro da dívida ativa, não acham, não pesquisam, dizem “eu não sabia”, “não sei pesquisá” (mas o videozinho de sacanagem sabe néé!).
É claro que não sabia, teve preguiça demais pra ler porque precisava voltar a rolar tela de vídeo estúpido com seus dedinhos ansiosos, assistir novela, bbb, série ou outra baboseira que não vai acrescentar nada…
É o básico antes de ter uma empresa, mas...
O básico antes de abrir uma empresa é:
- Pesquisar o nome que deseja para sua empresa no INPI, ANTES DE REGISTRAR o CNPJ. O nome é a identidade dela, como o seu próprio nome. É dele que será criada a marca, que carregará a ‘personalidade’ do negócio.
- Se orientar junto ao contador a categoria de atividade comercial (CNAE) e fiscal, ANTES DE REGISTRAR O CNPJ.
- Ler pelo menos um livro ou fazer um curso que seja no Sebrae sobre empreendedorismo, “como administrar sua empresa” (rotinas administrativas), estrutura organizacional, fluxo de caixa, capital de giro. Precisa saber no mínimo, como calcular o Custo de Existir da sua empresa, ANTES DE REGISTRAR O CNPJ.
- Entender a importância do fluxo: administrativo, jurídico, contábil e fiscal, financeiro, RH, marketing. Entender o básico de como planejar e executar o marketing, ANTES DE REGISTRAR O “BENDITO” CNPJ.
- Esse é ainda mais vital: saber como contratar pessoas que realmente querem trabalhar e não apenas “receber salário” pra se encostar na sua ‘aba’ (sai da minha aba sai pra lá…). Porque, lamento dizer, essa é a maioria, infelizmente. E tudo isso, ANTES DE ABRIR A BAGAÇA DA EMPRESA.
É uma questão básica de consciência e autopreservação.
Não precisa me dizer que muitas vezes o desespero bate mais forte e a pessoa se vê na encruzilhada de abrir um cnpj e tentar qualquer coisa pra ter seu sustento. Mas se isso for te ferrar logo mais e te chafurdar num buraco ainda mais profundo por ignorância ou preguiça mental, não faça. Procure uma alternativa que não te prejudique mais. Isso é burrice, não essa besteira que dizem de “o brasileiro é empreendedor nato”.
Inventaram essa falácia como muitas outras. Empreendedorismo romantizado, apenas isso. Se o brasileiro é empreendedor nato, eu sou um babuíno! Bom vendedor, tem lábia, malícia, malandragem (nem sempre no bom sentido), isso eu concordo. Mas empreendedor, pode crer, pelo menos 80% dos que abrem um negócio, não deveriam tê-lo. Tanto que são esses 80% dos que abrem, e fecham!
Essa romantização causou um dano estratosférico à economia nacional e pôs as pessoas num abismo sem fim de dívidas, puramente por despreparo estrutural.
Quem paga essa conta?
Vamos parar por um instante e pensar no que diz o Sebrae:
Lamento informar ao Sebrae, que ele também é responsável pelo maior endividamento histórico de negativação de CNPJs, por incentivar essa pantomina que qualquer um deve abrir uma empresa. Tem gente que não nasceu pra coisa, simples assim.
Quem paga a conta dessa falência cultural, estrutural? As mesmas pessoas que não conseguem manter seus negócios de pé. E não é pelo sistema, por culpa do governo, nada disso. A culpa é delas mesmas por não se prepararem em nada antes de embarcar nessa aventura.
As mesmas pessoas que odeiam ler a documentação recomendada antes de gerar o cnpj. As mesmas pessoas que consideram marketing gasto. As mesmas pessoas que cagaram e andaram, ficaram inertes enquanto destruíam a educação do país. “É assim mesmo, não tem o que fazer” — dizem.
Você já deve ter percebido que meu nível de realismo para algumas pessoas pode chegar a doer na alma. Eu apenas prefiro não participar das ilusões, fantasias, histerias coletivas de crenças em contos de fadas. Do céu, só cai chuva — e de vez em quando um pássaro pode cagar na cabeça da gente. Pra mim não é tão fácil quanto possa parecer ter tamanha clareza. Tem momentos que eu gostaria de ser mais crédulo, até um pouco ingênuo.
Como disse Raul Seixas:
Já conheci boas pessoas. Algumas até me surpreenderam. Infelizmente, a maioria não. A maioria dos empresários brasileiros com quem convivi ao longo de 35 anos são mais do mesmo. Mesma mentalidade, mesmo padrão explorador, escravista, oportunista. Se tiver a menor chance de te dar um calote, pode acreditar, é essa chance que ele vai aproveitar.
Você pode não ser dessa época, mas guardei por anos uma pilha imensa de ‘cheques sem fundo’. É uma realidade cruelíssima. Prefiro lidar com a verdade como ela é.
“Dino, tenha mais fé nas pessoas. Acredite nas pessoas. Existe mais gente boa no mundo do que ruim.”
Eu tanto acredito que existem pessoas boas no mundo, que continuo seguindo o meu propósito. É só por isso que ainda continuo no marketing. Contudo, maioria não é. Não mesmo. Isso é mais romantismo. Não, eu não sou pessimista. Sou realista.
A conta dos gurus também chegou. Como dizem nossos bons ditados goianos, “chegou à cavalo”. Enquanto eles se deleitam e nadam no seu dinheiro, onde é que você está mesmo?
Essa marmotagem começou lá em 2014: “Empreender está em suas mãos e é mais fácil do que você imagina. Você só precisa do seu celular, acesso a internet e ‘me seguir’. Eu vou te ensinar a ficar rico em 30 dias, a fazer múltiplos seis em sete. É fácil.”
Depois disso, surgiram milhares de cascateiros idênticos. Parece que botaram algum alucinógeno na água ou algum vírus que invade o cérebro das pessoas pela tela. Cada um vendendo uma ilusão mais absurda que a outra. Se parar pra pensar por dois segundos ou menos, ninguém perde seu tempo com esses troços.
Talvez você até se sinta mal com as minhas palavras. Ótimo! Eu quero gerar é o desconforto mesmo. É ele que te tira do lugar e te faz se mover. É o choque de realidade que te confronta com os erros e te faz parar de repeti-los.
Resultados nunca vêm por mágica
Eu tive um mentorado que foi um caso raro. Fizemos uma mentoria de marketing em 2023.
Ele levou pouco mais de seis meses para voltar depois da nossa primeira reunião. Fizemos uma segunda para alinhar detalhes, tudo acertado, mas ele acabou optando por seguir numa mentoria mais barata de alguém que se disse expert porque era do grupo premium de um tal fulano que era o pica das galáxias.
Resultado, voltou seis meses depois desesperado, com uma dívida de mais de umas boas dezenas de milhares de reais, sem retorno algum, seguindo as orientações da cria do pica das galáxias (casos como este eu tenho umas centenas). Ele acreditou que só precisava investir no tráfego pago e todos os seus problemas estariam resolvidos. Ele “investiu”, só não foi como a expectativa criada. Ainda lembro da gargalhada que dei quando ele me contou. (sarcástico, eu sei!)
Se essas fórmulas mágicas fossem realidade, só existiriam milionários no mundo.
O mais engraçado disso é que ele me falou a real do porquê não fechou comigo naquele momento:
— trecho transcrito da primeira sessão de mentoria, 23/09/2023.
Revisamos o negócio inteiro, desde os CNAEs ao plano de marketing (que ele não tinha) e toda a estrutura administrativa da empresa. Passamos tudo a limpo. Implementamos os processos com calma, estancamos a sangria. Analisamos e corrigimos as campanhas, a coleta de dados, reduzimos os investimentos nos anúncios inicialmente para reestruturar a inteligência da conta. Depois retomamos acompanhando a escala gradualmente.
Foram quase dois meses de mentoria intensiva com duas sessões por semana. Tinham questões básicas sobre o próprio negócio que ele desconhecia. Deixei tarefas diárias, semanais e mensais pra ele fazer.
Quando finalizamos, os primeiros sinais de melhoria e estancamento já eram perceptíveis. O semblante pesado, deprê, foi embora. Ele continuou fazendo o que devia ser feito, ajustando detalhes, me ligava quando tinha dúvidas.
Cerca de 3 meses depois fizemos uma consultoria, ajustamos mais detalhes. Passamos a fazer a cada 45-60 dias, uma nova sessão de consultoria para lapidar os processos, analisar e otimizar campanhas — ele aprende rápido. Ele seguiu meu conselho, refez a marca e seu posicionamento, reconstruiu a imagem. Estruturou a comunicação (forma e linguagem) alinhada ao propósito da empresa.
Às vezes você precisa entender que alinhar a comunicação da marca não é fazer o que você acha que seu público quer, mas ser claro quanto a “quem é você” e o que você (sua empresa) oferece. Questão de usar a semântica certa!
Enfim, deu certo. Sua última consultoria foi há oito meses. E falo a verdade, acho ótimo que já tenha tanto tempo. Nos falamos às vezes e ele tá super bem. Um baita cara do bem, íntegro, pessoa honrada. Fico muito feliz com isso.
E por que estou te contando essa história?
Se com tudo isso você não percebeu que há solução para qualquer que seja a sua falta de conhecimento, então tu não entendeu o recado.
Para cada setor, sempre há alguém que não sabe nada e finge que sabe — os gurus são especialistas nisso —, e há quem realmente sabe muito e sabe ensinar — nem todos que sabem muito sobre algo sabem ensinar. Encontre alguém na área que você precisa aprender, que te inspire confiança genuína e mete o loco. Resolve teu problema ao invés de continuar só vivendo ele, ‘esperando algo melhorar por si só’. Não vai acontecer se você não mexer o bundão dessa cadeira.
Tem uma clínica e está sofrendo com os processos internos ou com vendas? Sim, clínicas de serviços médicos e de saúde, seja lá qual for a especialidade, vendem serviços — por mais que o CFM e outros conselhos de classe tenham algumas regras tão esdrúxulas, tacanhas e mesquinhas quanto a mentalidade do século XIX que alguns de seus membros e órgãos governamentais mantêm.
Se o problema é gestão, procure alguém especializado na área. Há ótimos consultores ou mentores. O valor é bem mais alto? É óbvio que sim. Em médio e longo prazo, pode crer que o investimento se paga e você vai se agradecer por tê-lo feito.
O problema é vendas, aquela secretária que só sabe “marcar consulta”, mas não sabe vender a primeira consulta? Também tem gente especializada para treinar sua equipe. Você não precisa saber tudo sobre tudo sempre, precisa aprender a contratar as pessoas certas.
Se a questão é o marketing, aí eu digo: “tenha um cuidadinho especial, tá?”
É minha área, eu amo, mas nos últimos 7 anos o que surgiu de mosca morta e de picareta… caramba. Refinaram a “arte” viu.
Tem gente boa? Pouca, mas tem. O primeiro passo que eu te recomendo é fazer uma consultoria. É mais barato inicialmente. Com isso, você ainda testa o nível de conhecimentos e vê até onde compensa ir. Pra sair do lugar meu, eu prefiro 1% de alguma coisa do que 100% de nada.
Faça alguma coisa para sanar os problemas, principalmente os de gestão. São eles que verdadeiramente quebram sua empresa. Só tenha em mente, ‘gestor’ de tráfego não existe. É uma tórrida, nefasta, absorta, delirante invenção de guruzinhos desocupados. No máximo serão a causa de aumentar vertiginosamente seus problemas. Nem eles descobriram até hoje qual é a sua função, afinal.
É apenas o começo da nova etapa da jornada
De novo, pense por um instante. Você tem um problema com o seu comercial, time de vendas desmotivado. Qual a primeira solução que você imagina? Geralmente, reduzir a equipe, exigir mais empenho, deixar “só quem veste a camisa da empresa”.
Sendo bem sincero contigo, tenho profundo asco dessa expressão. É típica de aproveitadores.
Os primeiros que eu mandaria embora, se este fosse o caso, são os que vestem a camisa da empresa. Prefiro quem veste a sua própria camisa. Esse tipo de pessoa tem um compromisso de honra consigo, independentemente de onde ela esteja. Se for na sua empresa ou em qualquer outra, o desempenho será potencialmente, sempre crescente. Ela tem um propósito. Nem você nem ninguém vai pará-la. Se você se tornar uma trava na vida dela, ela sai fora. Seja o estoque infinito de combustível desse foguete!
Não reduzem o ritmo se não for estritamente necessário. Não reclamam, fazem. Enquanto os outros dizem que o mercado tá ruim, sem oportunidades, estão criando as suas.
Gente que “veste a camisa da empresa” não dá a mínima se a empresa está em alta ou em baixa. Não trazem soluções, só fazem o que é mandado, esperam que o salário caia bonitinho no quinto dia útil, sem atraso, com os benefícios integrais. Ponto final. E se tu mandar embora, bom, você tem um processo trabalhista garantido.
Caso você seja do tipo que reduz o quadro de funcionários, põe os outros para absorver as funções e serem sobrecarregados até a tampa da panela de pressão estourar, prometendo que vai contratar, mas nunca contrata para aliviar o seu financeiro, mais processos, mais prejuízos. O nome disso é economia burra. Chega a um ponto em que ninguém mais produz e estão todos se lixando se a sua empresa vai falir e fechar. Não é problema deles, afinal, tu é um patrão explorador de merda. Mais uma vez, sendo bem sincero, é mesmo. Este é um comportamento de gente mesquinha, boçal.
Para ter pessoas que solucionam, tu tem que meter a mão no bolso e pagar bem pela excelência, pelo capital intelectual. Os melhores profissionais não são caros, eles valem quanto custam, aguentam a pressão. Quando tudo aperta, você não vê a pessoa parada “esperando nada melhorar”, ela age para fazer melhorar. A mentalidade é outra, as ações são arrojadas, não têm medo de arriscar. Eles vão contigo até o fim, seja ele qual for.
Outra coisa que precisa ser cuidado como um jardim na sua empresa, é o ambiente. Tu é o patrãozinho ‘tóxico’, estilo mafioso que todo mundo tem medo ou o gente boa demais que até passa dos limites, que micro gerencia tudo, que mais atrapalha do que ajuda ou que acha que faz tudo melhor que todo mundo, que a empresa flui melhor quando você não está? Vixi… então acabamos de descobrir o principal problema: é você!
Não precisa ser um poço de simpatia forçada nem o general da KGB. A equação é simples: respeite e valorize a todos igualmente, sem privilégios descabidos. Não pratique “aos amigos do rei tudo, à plebe nada”. A copeira que serve o café quentinho na hora certa tem tanto valor quanto o seu melhor vendedor, em suas devidas proporções.
Existem as metas individuais e as coletivas. Todo mundo participa. Crie um ambiente onde todo mundo sabe que tem valor e que todos participam do crescimento, cada um com suas habilidades e tarefas.
Um ponto essencial: mantenha a estrutura hierárquica. Ambiente participativo, colaborativo é uma coisa, bagunça é outra. Empresa não é casa da mãe Joana. Cada novo membro de uma equipe deve conhecer e respeitar a história da empresa, assim como as regras, antes de começar.
Ter treinamentos iniciais, POPs, atualizações periódicas, ajustes, é tão importante quanto a água para viver.
Saiba observar quem são os ‘líderes’ que você escolhe e líderes eleitos pelo grupo. Isso te ajuda a manter o ambiente equilibrado e a quem você deve recorrer em cada situação.
A empresa fecha quando você não age
De todas as empresas que fecham, e das milhares que vi ruírem, observo há décadas algo elementar: a empresa já fechou quando você não age, só não baixou as portas, ainda.
Seja para tomar decisões rápidas, adiar um próximo passo, ser cauteloso ou arrojado e até para saber que não dá mais, para tudo tem sua hora. Às vezes, para minimizar danos é melhor saber até a hora de encerrar as atividades. Você deve tomar essa decisão enquanto ainda tem algum fôlego para encerrar mantendo a dignidade das pessoas primeiro, evitando dívidas e conflitos trabalhistas que vão te arrastar por anos a fio.
Por todos estes motivos, esteja alerta. Fique atento aos sinais de que é preciso mudar, reparar erros estruturais principalmente. Dificilmente o seu maior problema é o marketing. Na maioria das vezes pode ser a forma como ele está sendo praticado, a falta de planejamento, pessoas que não possuem as habilidades certas sendo improvisadas em algo que simplesmente não é a praia delas. Ou seja, isso é estrutural, é administrativo. É o ‘marketing do puxadinho’.
O problema começou no RH e você atribui ao time de marketing não estar fazendo a coisa certa. Oras, você contrata alguém para o RH que ao invés de contratar um profissional experiente, tarimbado para uma função que você não tem ninguém na posição, põe um estagiário para ser o faz tudo, torcendo para que dê certo. Estagiário está ali para aprender com alguém que já sabe o que está fazendo. Mas se tu põe o ‘gestô di tráfigu’ — que seria um cargo tático — cobrindo a função de um diretor de marketing (estratégico) ao fazer planejamento de marketing, é a receita do bolo solado. Quando se faz isso, já deu merda, é inevitável.
Você não alinhou com o financeiro a verba de marketing, não alinhou a verba de publicidade e as metas com o diretor de marketing para ele distribuir à equipe. Ele vai ter de adivinhar? É o financeiro quem decide sozinho? Bem, se você estabeleceu previamente com o financeiro que 10% do faturamento bruto é destinado ao marketing — tomando como base que as finanças estejam estáveis ou em escala de crescimento — e só é repassado 6,5%, a falha está no financeiro. Alguém passou… não, atropelou você dentro da sua empresa.
Quem tomou a decisão sem comunicar aos superiores? Para onde estão sendo destinados os 3,5%. Se isso ocorreu por seis meses até você se dar conta, entenda, o erro é 100% seu — assim como o prejuízo da escala que não será a mesma no faturamento total e do possível prejuízo com ‘evasão’ do dinheiro que não foi ao seu destino. Você delega e confia, mas confiar conferindo é uma regra de não deve ser esquecida jamais. Se você não entende esta máxima, não deveria nem se chamar de empresário.
A empresa fecha quando você não age.
A pérola do Dino!
Reveja os índices do Sebrae, o Mapa de Empresas, observe o cenário econômico local, regional, nacional, global… mas não fique dando desculpas como “não tenho tempo”, “minha agenda é apertada”, “ninguém me disse”. Essas desculpas são dadas por incompetentes.
A maioria dos empresários brasileiros (bota fé, é maioria mesmo) agem como se fossem os alecrins dourados do universo. O sol não brilha se eles não derem o ar de sua graça. Pior, seu comportamento com prestadores de serviços e agências é medíocre, soberbo, como se estivessem fazendo um favor. “Ô alecrim dourado, tu é dono da sua empresa, do outro lado tem o dono de outra empresa te prestando um serviço, às vezes maior que a tua.”
Seu tempo não é mais importante que o de ninguém. Sua agenda não é prioridade pra ninguém. Se você marcou uma reunião às 14h, chegue ou acesse cinco, dez minutos antes, no mínimo. Não chegue às 14:01h, é desrespeito, antiprofissional, antiético, patético. “Surgiu um imprevisto, uma emergência”. Se não for saúde em família, seu galpão ou escritório pegando fogo, pode esperar você cumprir com o seu compromisso previamente agendado. Ou então tenha a dignidade de informar que não poderá comparecer antes de estourar o horário agendado. Tempo é dinheiro. E não é só o seu que é tá… alecrinzinho da vovó!
Seja profissional e pare de agir como um amador se achando ultra importante, tu não é celebridade (nem que fosse). Este é mais um fator que faz você quebrar mais rápido. Profissionalismo, ética, comprometimento, não são virtudes. Não tá fazendo mais que a sua obrigação.
Foi você quem escolheu ser empresário. Ninguém te obrigou. Fazer escolhas difíceis é parte de ter um negócio. Tomar riscos calculados também, seja em pessoas, ferramentas, planejamentos. Se der certo, glórias a todos, mais grana pra todo mundo. Se der errado, é a empresa, você quem se lasca.
Tenha a consciência de que o crescimento da sua empresa não vai acontecer com varinha de condão. É você o maestro. Essa orquestra é sua e a batuta está suas mãos.
Seja um regente harmonioso!
Abraço do Dino! 🦖
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