Uma reflexão sobre o mundo das regrinhas prontas e da robotização dos seres humanos. Viramos máquinas?

O cansativo mundo das regrinhas prontas

Publicado em: 12 de dezembro de 2020 |
O mundo está cheio de gente que cria regrinhas alucinadas, métodos 'infalíveis' inúteis e cheio de gente que acompanha.

Se você procura um guru disso ou daquilo, sou o cara errado pra você seguir.

Eu não dito parâmetros, apenas recomendo baseado no meu conhecimento. E ele muda.

Detesto as regrinhas prontas ditadas por “gurus”. Como creio que cada um é dono de seu próprio caminho e absolutamente capaz de escrever sua história, essas regras tornaram-se enfadonhas, monótonas.

Isso desde muito cedo. Vim com múltiplos chips do FODA-SE na minha interface cerebral lógica.

Sou livre para escolher. Portanto, escolhi um caminho simples baseado em duas premissas de que existem raras certezas na vida, e elas são:

  1. A morte
  2. As mudanças

Enquanto a primeira não chega, a segunda é garantida. Adapte-se!

Faça um relação dessas garantias em todos os âmbitos de sua vida e veja se podem ser encaixadas nos seus parâmetros de compreensão.

Não atribuo a deus, seres divinos, místicos, ET’s, as conquistas e decisões de minha vida. Tenho meu modo de fé, mas não consigo ser fatidicamente infantil a ponto de precisar pegar na mãozinha de deus para tomar minhas decisões. Elas são pautadas pela Ética.

Baseio minhas decisões em verdade, respeito, ética e bom senso. Minhas preferências espirituais eu deixo para o lugar onde lhes cabe, pois são individuais e intransferíveis.

Profissionalmente, o conhecimento é o alicerce e o caminho que escolhi. Ninguém pode prendê-lo. Quando quis aprender e continuar aprendendo sobre direito, o fiz. Quando quis ampliar meu trabalho saindo do design para englobar a SEO, desenvolvimento de sites, planejamento estratégico, sabia que seria uma vida inteira de aprendizado diário e ininterrupto. Escolhi porque gosto.

Temos quase 8 bilhões de indivíduos diferentes no planeta e um bando de malucos insistindo em que todos sejam robóticos, com comportamento padronizado como se tivessem saído de uma linha de montagem.

De quando me lembro do início das mídias sociais para o que vivemos atualmente, principalmente no Brasil, sinto um profundo asco de como as pessoas têm se comportado. Cada um em sua gaiola de insanidade tentado a dizer qual é a forma mais correta de se viver, de trabalhar, de fazer o “marketing da sua vida e do seu negócio”.

Fazer de nossa vida pessoal e profissional tão singular quanto nossa existência traz uma diferença monstruosa ao bem viver. Se amanhã todas as mídias sociais acabarem, as big ideas que definem as trends do ano seguinte serão menos úteis do que esterco. Tenha certeza, esterco sempre será útil. As mídias sociais já não são mais tão eficazes, muito menos tão úteis quanto fizeram você imaginar.

Mas por quê raios um cara que trabalha com marketing digital, design e programação falaria isso?

Procure em qualquer mídia social e tente encontrar algum perfil meu que exponha minha vida pessoal, minha intimidade e de minha família a ponto de eu sentir que não existo sem curtidas e visualizações… você não vai encontrar.

Sabe por quê?

Não dou a mínima pra essa baboseira, não preciso da aprovação de ninguém que nem conheço para nada. Naquilo em que eu sou excelente, bom, ótimo, ruim, preciso aprimorar, eu sei bem. No fundo, no fundo, todo mundo sabe. Há pessoas que mudam quando querem e outras que simplesmente não querem mudar.

Há pessoas que são arrogantes ao ponto de crer que ninguém é melhor que elas. Problema delas. Outras creem que não são boas o bastante. Problema delas também.

Se for solicitada sua ajuda, ajude. Aprenda a perceber os sinais. Se o sinal for sutil, haja sutilmente e ajude como puder sem fazer alarde de sua ajuda. Faça porque quer fazer e não cobre nem um muito obrigado por isso. Assim, caso ele não venha, você não terá suas ‘expectativas’ decepcionadas.

Também por isso, guardo esse mantra pra minha vida:

A expectativa é a mãe da decepção e avó do fracasso.

Críticas Construtivas

Ô expressão que eu sei detestar! Crítica construtiva é como um saco de lixo. Aberto, fede. Fechado, você sabe que tem lixo ali dentro.

Quando alguém me pergunta se eu aceito uma crítica construtiva, abro meus dois ouvidos. Um para entrar, outro para sair. Depois dou descarga!

Nada de bom vem de uma crítica. Vide o dicionário (Mini Dicionário Aurélio, 8ª ed., pág 210):

crí.ti.ca [Crítica. 1A] sf. 1. Arte ou faculdade de julgar produções ou manifestações de caráter intelectual. 2. Apreciação delas (ger. por escrito). 3. Os críticos. 4. Ato de criticar, avaliar ou julgar. 5. Restr. Crítica desfavorável; censura.

É para isso que servem essas tão avassaladoras comunicações via mídias sociais. Todos – ou a vasta maioria – tornaram-se críticos fervorosos, os famosos ASPONE (Se você não sabe o que significa, pergunte a alguém da geração X ou millenial).

Regrinhas e mais regrinhas. Qual a sua?

As regrinhas prontas para uma vida melhor, trabalhar melhor, ser mais produtivo, fazer mais em menos tempo, bla bla bla bla bla… tudo isso é muito chato. É a padronização do “impadronizável”.

Padronizar sistemas, meios de produção e manufatura, máquinas, é plausível. Padronizar pessoas? Que loucura é essa?

A única coisa que me ficou muito clara é a lobotomia coletiva promovida pelas mídias sociais. Agora, façam-se um favor, pesquise no dicionário o significado objetivo e etimológico da palavra “mídia” e depois reflita se faz algum sentido o excesso de exposição a que somos submetidos diariamente.

É um fluxo de informações enlouquecedor. E sempre querem que você faça mais, produza mais conteúdo, permaneça mais tempo logado, publique mais, se exponha mais até as suas entranhas serem também expostas.

Quando é que eu pensaria em 1996, quando comecei a usar a internet como trabalho, que de uma ferramenta maravilhosa ela se tornaria tão nociva e perturbadora, objeto de julgamento, que pessoas seriam levadas ao suicídio por falta de “likes”? Que vergonha de tamanha decadência.

Para mim, a internet chegou como uma ferramenta de obtenção de conhecimento ao qual eu podia ter acesso e de trabalho. Ela permanece sendo este veículo. Apenas isso. Ela não dita as regras da minha vida, não me faz perder, deixar de viver momentos preciosos com as pessoas PRESENTES para devanear ou falar com quem não esteja aqui ao meu lado.

Quem não está presente, não precisa da minha atenção. A pessoa que está aqui sentada comigo não precisa do meu desinteresse, de não ser olhada nos olhos, nos divertirmos, botar o papo em dia.

Ainda prefiro a boa e velha ligação a uma mensagem de whatsapp. Acho um saco essa coisa apitando sem parar, grupos, grupos e mais grupos repletos de nada, de ócio sujo, perversão, degeneração pútrida de um vazio somente mensurável no vácuo.

Empresas criando 50 grupos doentios para que ela e os clientes abusem, exigindo pronta atenção às onze da noite, como se você fosse o escravinho que tem de responder, se não: “Você não viu a mensagem que eu mandei, por que não respondeu?”

Onze da noite porra! Vá pra puta que pariu com uma falta de respeito, doença e loucura dessas. Passou de todos os limites inaceitáveis.

Então tome esta análise e pense se realmente vale não ter as suas próprias regras de vida. Se o trabalho incansável vale mais que a sua família com a desculpa de que “é por ela”. Por ela é a sua atenção, sua presença, exclusiva no momento em que está ali. Esteja para sua família de corpo e mente por inteiro. Desligue o celular, o computador, tudo! Esqueça a tv, a novela, o banho de sangue do jornal. Isso tem todo dia o tempo todo.

Qual a sua regrinha?

Sabe qual é a melhor “regra” para uma boa vida? Vivê-la! Apenas viver, sem encher o saco ou cagar regrinha pra vida de ninguém!

Seremos lembrados pelas pessoas que nos são queridas através da memória dos bons momentos em que estivemos juntos, não pelas cabeças baixas enfiadas no celular.

A barbaridade de ver uma mesa cheia de pessoas com todas elas de cabeça baixa em seus celulares me enojou de tal forma, que só aceito convites pra sair hoje em dia se os celulares estiverem desligados.

Se estaremos juntos, é literalmente para estarmos juntos, como nos velhos tempos. Essa novidade perturbadora de querer conversar somente com quem não está ou publicar uma foto, vídeo por minuto, eu dispenso.

Dispenso também os modismos. São desnecessários, utópicos, mesquinhos.

A pérola do Dino!

Viver é uma arte pra quem não tem medo.

E você, tem medo de quê? Por que se esconde atrás do celular, do trabalho, das regrinhas que disseram que você tem de seguir pra ser feliz? Quem deu essas receitas é o primeiro mentiroso ou está seguindo outro mentiroso?

Essa é apenas uma reflexão de um cara que vive com botão do foda-se ligado para o que pensam sobre mim.

Então não me dê ouvidos. Não critique. Críticos são um desserviço à humanidade. Que vão dar seus feedbacks de frente pro espelho, na casa do caralho, oras! Povo chato.

Se você disser o que pensa a alguém, talvez não goste do que volte. Então pense bem! Se não te perguntou, é porque não quer saber.

Opinião é diferente de crítica. Opiniões divergem e isso é natural, saudável. Críticas são só um saco de lixo aberto.

Abraço do Dino! 🦖

Gostou desse conteúdo? Tem uma opinião diferente, complementar, outro ponto de vista? Deixa aí nos comentários!

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