Quantas “mega empresas” existem no Brasil? E médias empresas? E micro e pequenas empresas?
Agora, pense comigo por um momento na informação abaixo, que aponta 77,4% de todos os negócios abertos nos primeiros 5 meses de 2025 sendo MEI.
É notório ainda que, dados do próprio Sebrae de 2018, “As MPEs respondiam por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado (16,1 milhões)”.
Microempreendedores Individuais (MEIs) apresentam a menor taxa de sobrevivência em 5 anos, com apenas 57,7%. (Fonte: Sebrae/PR)
O IBGE analisou as taxas de sobrevivência das empresas brasileiras e mostra que, de 2017 a 2022, somente 37,9% das empresas abertas sobreviveram. (Fonte: EXAME)
O que eu observo com estranheza é que nas mídias sociais (incluindo esta), parece que só existe o sucesso. Fracassos ou valorizar os micro e pequenos negócios, que representam a maioria inclusive na geração de emprego e renda do país, não existe.
É claro, ninguém “fracassa”, só comete errinhos inocentes que de fato não foram os fatores cruciais que levaram uma empresa — ou a própria empresa — a quebrar (alerta: contém ironia). Ninguém quer acreditar que a sua empresa está entre os 60% das empresas que fecham as portas em até cinco anos.
Esses dados são apenas para ilustrar os pontos de reflexão que quero deixar aos empreendedores e principalmente, profissionais de marketing, comunicação e publicidade.
Parem de se iludir! Não estamos caminhando e dançando pela ‘estrada de tijolos amarelos de Alice, no país das maravilhas’. Isso é muito sério.
Os desafios do Marketing para o sucesso empresarial
Diferente do que vejo constantemente no mercado, passei a tomar algumas precauções e orientar os empresários(as) de que há uma lacuna perigosa nas informações que têm sido difundidas no mercado digital.
É bem simples: O Marketing pensa → A Comunicação sente → A Publicidade fala.
Em termos mais claros, isso significa que:
- Marketing: é responsável pelo planejamento estratégico.
- Comunicação: é responsável por criar a forma e linguagem da mensagem.
- Publicidade: é responsável por divulgar a mensagem e atrair potenciais clientes.
Logo, o profissional que “faz os anúncios”, faz parte da publicidade. E o que tem sido largamente vociferado é “eu sou especialista em marketing digital, eu faço anúncios”. Oras, isso é sandice pura.
Quem não sabe sequer a que atividade pertence sua profissão, como poderá fazer um trabalho de excelência? E se tem algo que está faltando veementemente no Brasil, é compromisso com a excelência.
As profissões relativas a estes setores sempre foram de bastidores, não mais protagonistas que seus próprios clientes. O glamour até duas décadas estava entre o nosso próprio meio, pelo reconhecimento do trabalho realizado e muito mais até, nas mãos (ou pela boca) dos próprios clientes.
Um dos maiores desafios que podemos enfrentar em qualquer mercado é a ignorância, tanto do empresário em relação à gestão — financeiro, administrativo, contábil, fiscal, jurídico —, marketing, publicidade etc.
E isso podemos perceber com clareza pelo volume de compra de conteúdo digital mensal. De acordo com o Digital Overview Report (We Are Social), o Brasil é o 9º no ranking de países que mais compram conteúdo digital, consumido por 74,6% dos usuários do país.
Porém, veja que em números gerais, apenas 11,4% do conteúdo pago são de “Programas de estudo ou materiais de aprendizagem” e 9,9% de e-books. Ou seja, globalmente o conhecimento não tem sido a prioridade em detrimento à futilidade.
Estamos usando o acesso à informação da melhor maneira?
Na mesma pesquisa, note que somos o 2º país no mundo com o maior tempo de acesso diário, mais de 9 horas por dia.
O irônico disso é que dentre as razões de acesso à internet, 62,8% são para “busca de informações” — informação e conhecimento são duas coisas diferentes. Porém, para educação e aprendizagem, 38,7%.
Podemos afirmar que há um grande espaço para crescimento, principalmente no setor de educação e conteúdo digital, que gerou um faturamento global de $54.87 bilhões de dólares e o Brasil é apenas o 49º em gasto médio por usuário em assinaturas e downloads, com $49.62 anuais por usuário (aproximadamente 260 reais/ano). Estamos atrás de países como Argentina (38), México (46) e Peru (45).
O irônico disso é que dentre as razões de acesso à internet, 62,8% são para “busca de informações” — informação e conhecimento são duas coisas diferentes. Porém, para educação e aprendizagem, 38,7%.
Marketing, Comunicação, Publicidade: é hora de refletir para melhorar o mercado
Você pode achar que estou louco ou refletir se você como profissional está “realmente” no topo da cadeia alimentar, como a maioria tem feito parecer que ganha muito mais que seus próprios clientes, em milhões. Essa não é a realidade da maioria. Bora descer do pedestal, tomar umas boas doses de realidade e cair na real galera.
Não sou de ter vergonha alheia, mas chega ‘rosei’ a cara analisando o nosso mercado pra escrever esse artigo. Pára gente, tá feio isso eim! É cada marmotagem circense que dá mal estar de ver tanta bizarrice.
Vamos nos atentar mais às responsabilidade do nosso trabalho e ter menos estrelismo com crises diárias de egocentrismo. Quem tem de brilhar são os nossos clientes!
A pérola do Dino!
Existem duas formas de discordar:
1- Com argumentos inteligentes baseados em dados, informações, coerência.
2- Discordar por discordar, como toda pessoa idiota ou embotada por ideologias estapafúrdias.
Há ainda, a forma mais inteligente de ter um debate proveitoso, obter ideias, mesmo num ambiente de divergência: concordar em discordar.
Ninguém pensa totalmente igual a ninguém. Saber aproveitar os pontos de convergência, usar a experiência, vivência, conhecimentos analíticos e criativos do outro, é aí que está a prova de sabedoria.
Como você escolhe discordar dos fatos que podem te ajudar no crescimento da sua empresa, diz muito sobre a sua mentalidade, cultura aplicada no seu negócio, da sua capacidade de interpretação do mercado, inteligência e maturidade empresarial.
É como uma propaganda antiga dizia: “…questão de bom senso”. (não naquele caso 😅)
Abraço do Dino! 🦖
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