Como bom goiano que sou, passei a infância “oitentista” e adolescência “noventista” ouvindo essas pérolas da sabedoria popular.
Eu sempre gostei de conversar com os mais velhos, ouvir as histórias de vida e dos lugares que conheci pelo interiorzão do meu Goiás e mundo afora.
Junto com esta expressão, vinha a explicação:
“Sabe por quê meu fii?”
“Se ocê num muntá no cavalo, o próximo que vê amunta.”
É bem simples de entender. As oportunidades surgem. Às vezes elas parecem boas demais pra ser verdade e são de verdade. Só que tu não pagou pra ver, então nunca vai saber, porque não montou no cavalo arriado.
E como aprendi com meus clientes paranaenses:
“Não pegou a chance? Perdeu piá.”
Existem as chances que surgem e quando elas não aparecem, ou você é destemido o suficiente pra criar as suas e fazer bom uso delas ou vai acumulando derrotas das batalhas que não viveu.
Saiba o tempo certo de cada decisão e tome-as no tempo em que elas exigem. Às vezes não dá pra querer que o mundo ande “no seu tempo”, principalmente pra quem o medo é o regente de sua vida. Ou vai ou racha.
Outra expressão que bate certinho com isso é: “Tá com medo de cagar não coma.”
Então não deixe de viver ótimas experiências, conhecer e trabalhar com pessoas que tem ideias malucas. Nada do que já foi “criado” de verdade no mundo desde tempos remotos, foi inventado por “gente normal”. Aliás, defina normal.
Dizia Ariano Suassuna, “eu gosto mesmo é de gente doida”.
Corra riscos, por menores que sejam. Nada de extraordinário acontece pros medrosos, cagalhões.
Bom fim de semana procêis! Vou ficando na paz da minha roça.