Em artigo recente do Think With Google, foram apresentados os principais workflows de IA para CMOs que vão revolucionar ainda mais rápido o marketing global. Não é mais tendência, é realidade, agora.
Acreditar que redigir um parágrafo em um assistente virtual te qualifica como um “expert em IA “, é como pensar que usar uma fritadeira elétrica dará a alguém uma estrela Michelin.
Existe muita diferença entre brincar com ferramentas generativas e estruturar equipes focadas em crescimento.
O mercado global presencia em tempo real a decadência acelerada de executivos que confundem o uso casual de interfaces conversacionais com uma estratégia real de inteligência artificial corporativa.
Os números revelam uma crise de credibilidade de proporções tectônicas nas cadeiras de comando. Atualmente, apenas 15% dos CEOs globais acreditam que os líderes de marketing (CMOs) das suas empresas possuem uma compreensão veemente, estratégica e aplicada sobre as inteligências artificiais.
Essa estatística não é achismo organizacional; é um alerta vermelho sobre a relevância e a sobrevivência do Executivo de Marketing (CMO – Chief Marketing Officer) contemporâneo.
Mais alarmante ainda é a constatação de que, até o ano de 2027, a falta de conhecimento em IA será um dos três principais motivos de demissão sumária de líderes de marketing em grandes empresas.
Neste artigo vamos desbravar o ecossistema agêntico do Google, observando pontos importantes que possibilitam a otimização do tempo para ganho de produtividade e performance do marketing.
“Essa lacuna não diz respeito apenas a habilidades; ela representa uma erosão significativa de confiança e credibilidade, levando os CEOs a questionarem o valor estratégico da liderança de marketing e colocando o papel da função como motor de crescimento em risco.”
Fonte: Marketing Dive
Para a alta administração, dominar a inteligência artificial não significa escrever códigos de programação ou perder horas polindo instruções textuais (os infames prompts), copiando e colando resultados entre abas.
Eles querem saber se você sabe construir os workflows — fluxos de trabalho automáticos onde o contexto navega livremente de uma etapa para a outra, relegando à máquina o peso administrativo —, enquanto a mente analítica se dedica ao que o processador de probabilidades estatísticas não alcança: a narrativa visionária, criativa e a leitura psicológica humana que apenas a experiência e vivência propiciam.
Com base no conjunto avançado de ferramentas da Google (como Gemini, NotebookLM e Veo), a big tech propõe que a transição do uso reativo para uma estrutura agêntica eficiente ocorre através de dez fluxos de trabalho fundamentais.
Eles separam — segundo ela anuncia — a mediocridade operacional da liderança brilhante.
Da lentidão burocrática à decisão estratégica
A burrocracia morosa da estratégia empresarial tradicional costuma ser tão ágil quanto um trator tentando alcançar uma Bugatti.
O tempo necessário para captar os dados, interpretá-los e consolidar as decisões estratégicas passando pelas mãos dos executivos (C-levels) faz com que, no momento em que um relatório chega à diretoria, o sentimento do consumidor já tenha mudado, deixando a marca vulnerável e reativa às intempéries do mercado.
Dissequei os fluxos a seguir que, de acordo com o Think With Google, tiram a operação da burocracia lenta e ineficaz para as velozes análises preditivas das ferramentas de IA.
Inteligência de mercado com pesquisa profunda (Deep Research)
O direcionamento padrão às equipes de estratégia geralmente acaba em relatórios panorâmicos rasos, tão óbvios que qualquer estagiário com acesso ao Google poderia compilar.
Os engenheiros da empresa dizem que este fluxo de trabalho altera completamente a densidade investigativa. A diretriz passa a utilizar sistemas analíticos de múltiplos passos, como o Gemini Deep Research, para investigações exaustivas.
O comando estruturado deixa de ser “analise o mercado” e passa a ser algo objetivo e pontual: “Identifique três microtendências no setor de moda sustentável que apresentam uma trajetória de alta na intenção de busca, mas que ainda não foram saturadas por investimentos midiáticos da concorrência direta”.
O impacto dessa execução, em tese, é a descoberta do “Market Alpha”. A empresa encontra oportunidades de nicho e comportamentos embrionários de consumo poucos minutos após o seu aparecimento na rede, assegurando a vantagem do primeiro movimento (first-mover advantage).
Ter a possibilidade de entrar num leilão de atenção antes que o custo por clique inflacione pode ser a diferença entre uma campanha altamente lucrativa e um rombo no orçamento provocado por testes cegos, aleatórios.
Teste de estresse estratégico
Sabemos que reuniões de conselho são avessas a achismos, eles querem dados e gráficos. Quando o departamento de operações financeiras e marketing integra dados internos de perdas e lucros (P&L) e previsões trimestrais em plataformas como o NotebookLM, a magia acontece. A ferramenta propõe deixar o bloco de notas de lado enquanto ela assume a função de um simulador de crises macroeconômicas.
Neste fluxo, o orçamento é submetido à extrema volatilidade do mercado por meio de provocações complexas: “Como um aumento repentino de 15% nos custos por clique (CPCs) da concorrência afetará as metas de aquisição de clientes programadas para este trimestre?”.
O resultado imediato é que o executivo pode apresentar planos de contingência baseados em dados, identificando fragilidades matemáticas antes que elas se materializem em prejuízos irrecuperáveis.
Podemos, a partir disso, finalmente fazer o funeral do marketing da esperança como uma métrica de negócio? Seria lindo, mas esse buraco é bem mais embaixo.
Comportamento de consumo em tempo real
Campanhas idealizadas com meses de antecedência muitas vezes nascem mortas, desalinhadas com o humor (zeitgeist) daquela semana específica. Elas devem sim ser previstas, planejadas e idealizadas, tanto quanto ajustadas ao agora do mercado.
Neste workflow, a equipe de conteúdo estabelece automações conectadas a fontes dinâmicas, como o Google Search Trends, para identificar picos de intenção de busca ao vivo. De que adianta lançar uma campanha de guarda-chuvas no primeiro dia do período de seca? Ou de uma agência de viagens para temporada de praia, no período chuvoso mais intenso?
Os dados não são usados para montar um belo gráfico mensal, mas para pivotar campanhas de “marketing de momento” (moment-marketing) instantaneamente.
O fator temporal entre a descoberta do insight e a execução da campanha não existe mais. A verba pode ser realocada dinamicamente apenas para instantes de altíssima intenção de compra, maximizando a relevância e cessando o desperdício tragicômico de impressões em tendências que já entraram em estado de putrefação digital.
Criatividade, sem perder a integridade
A exigência insaciável por volume nas mídias sociais gerou um dano colateral tão nefasto quanto uma seita pega-otário: o “acredite em mim mais do que em seus olhos”.
Quando quantidade e velocidade de publicação se tornam um pseudo guru adorado cegamente, a integridade da marca vai pelo ralo nesse altar do engajamento.
A altíssima quantidade de postagens resulta em criativos chinfrim, sem graça, sem a personalidade da marca e a audiência não compra a ideia. A tecnologia, contudo, oferece fluxos que intencionam manter a estética e integridade da marca na velocidade exigida.
Nota do autor:
Tenha em mente que “bom, barato e rápido” continua sendo uma receita perfeita para dar merda. Busque celeridade, até quantidade, mas evite atropelar processos fundamentais. Uma campanha mal produzida, feita nas coxas, sem o apelo e o timing certos, tem mais potencial para implodir sua marca do que seu concorrente lançar a campanha dele antes da sua.
Produção cinematográfica em escala
A produção audiovisual clássica é composta de uma logística pesada com orçamentos vultuosos, equipe gigantesca, estúdios, locações, fotografia, ilhas de edição e dias, semanas de aprovação.
O workflow ágil instrui as equipes de mídias sociais a adotarem modelos generativos de vídeo de altíssima fidelidade, como o Veo, para gerar ativos voltados a plataformas de consumo vertical, como o YouTube Shorts. Para o conteúdo do dia a dia, é uma boa solução.
Por meio de comandos textuais bem estruturados, cria-se material de resposta rápida que deve respeitar a identidade visual da organização pré-definida. Deve respeitar, porém, que as mensagens “A IA generativa pode cometer erros” e “Considere verificar as respostas” estão lá, e erros bem bizarros acontecem com igual altíssima frequência.
A enorme economia de tempo e recursos financeiros nas camadas táticas permite que as agências parceiras redirecionem a rara energia criativa de seus melhores profissionais para o mais importante: contar histórias cativantes, envolventes e criar brilhantes estratégias conceituais que as máquinas não conseguem conceber — na minha sincera opinião, provavelmente jamais conseguirão.
Supervisão automatizada de agências
As idas e vindas burocráticas entre marca e agência — checando se um banner respeita a paleta de cores ou se a fonte utilizada está no manual da marca — sugam o tempo e a vitalidade de qualquer equipe.
A resposta a este sumidouro de energia é a criação de um “Gem” personalizado (uma versão hiper especializada de modelo no Gemini) programado com as diretrizes da marca (o temido Brand Book – booo!).
Gestores de marca (compliance, designers etc.) iniciantes podem utilizar esta barreira algorítmica para auditar tudo que é enviado pelas agências de publicidade. O impacto imediato é que o sênior só gasta seu capital criativo avaliando materiais previamente validados com consistência técnica.
O executivo de marketing deixa de ser um fiscal de paleta pantone para voltar a ser um diretor de negócios. É economia de tempo e recursos valiosos.
Direção de Arte Conversacional
O profissional de mídia de performance frequentemente acaba o dia com uma baita dor de cabeça tentando redigir e adivinhar qual usar das quarenta variações persuasivas para o mesmo anúncio.
O fluxo moderno permite transferir o potencial cansaço mental causado pela semântica ao agente.
A equipe de performance fica encarregada de utilizar a experiência conversacional integrada ao Google Ads para testar instantaneamente centenas de variáveis de títulos e textos, ajustados minuciosamente para os segmentos de clientes que representam o maior Valor de Ciclo de Vida (Lifetime Value – LTV).
A promessa é de um resultado prático de hiper personalização entregue de forma absurdamente mais rápida que os ciclos de revisão das duplas de criação convencionais.
Afirmam os executivos da Google que esta tática impulsiona agressivamente as taxas de conversão ao colocar a mensagem ideal na frente do comprador exato, sem que isso custe noites em claro da equipe de redação.
Nota do autor:
Convém fazer um teste simples. Verifique em quanto tempo essas variáveis são criadas pela ferramenta, sua aplicabilidade real e alinhamento com a marca, com os resultados na prática, incluindo quanto tempo gasta com correções e retrabalho.
Analise o volume de alucinações e delírios da IA, títulos fracos, precários, sem noção, textos que não passariam no crivo nem de uma criança de 8 anos. Faça o mesmo teste com seus redatores. Compare os resultados.
Às vezes, se você tem uma equipe sênior muito acima da média, pode ser mais interessante dedicar um pouco mais de tempo depurando, aprimorando, lapidando o treinamento do algoritmo antes de migrar totalmente para um processo automatizado de criação da comunicação da sua empresa.
Vamos dizer que a comunicação são os “pulmões” do negócio. Ela cria a mensagem. A publicidade divulga a mensagem. Se a mensagem for ruim, desalinhada com a marca… para de respirar.
Libere os líderes, desobstrua a produtividade
O cenário do alto escalão C-level é um paradoxo que beira o contrassenso: são os líderes mais bem pagos, responsáveis pela força motriz intelectual da empresa, e os que passam os dias encarcerados em tarefas muitas vezes irrelevantes à importância de suas responsabilidades.
CMOs, aproveitando o gancho, são comumente chamados de “os reis das reuniões”. Ao invés de trazer novos insights que descobriram fazendo o trabalho estratégico profundo, perdem tempo com as fofocas da “rádio peão” e reuniões de “alinhamento”, as famosas reuniões para falar da última reunião ou a que eu mais adoro, “a reunião para marcar a próxima reunião”.
Depois alguns deles não sabem porque são chamados de ASPONE nos bastidores.
A reestruturação desta situação caquética (que acontece há mais tempo do que eu tenho de vida) requer praticamente uma catarse para expurgar a necessidade de onipresença e microgerenciamento.
Automatizar estes processos administrativos é o que devolve a frequência mental do gestor para enriquecer, equilibrar sua visão micro e macro ambiental e tomar as decisões que movimentam as margens de lucro com a maturidade e discernimento exigidos.
Recapitulações estratégicas com zero reuniões
A cultura da atualização de status por videoconferência é um parasita da produtividade.
A maldita reunião de sexta para falar da de segunda, que um agente verifica a ata, checa no CRM se as tarefas designadas da semana foram cumpridas e o CMO a transforma numa mensagem ou e-mail de “Parabéns equipe”, ao invés de encher o saco de todos com mais uma reunião inútil.
O pior é que parece não terem inventado ainda um remédio ou vacina mental para essa doença empresarial, que geração após geração continua sem ser erradicada, mesmo com toda a tecnologia e provas de sua ineficiência inequívoca.
Este fluxo implanta a integração do Gemini no Google Meet para acompanhar brainstorms e reuniões pré-gravadas. A inteligência artificial extrai metodicamente os troncos de decisão, as atas operacionais e mapeia responsabilidades.
O supervisor ou assistente executivo audita o documento gerado e entrega ao responsável apenas os itens que requerem, obrigatoriamente, uma assinatura ou validação de risco corporativo.
O decisor mantém-se informado com total controle organizacional, sem estar fisicamente refém do teatro patético das reuniões desnecessárias. Isso devolve dezenas de horas de trabalho intelectual ininterrupto por semana. Assim, quando houver uma reunião, ela será verdadeiramente produtiva, eficiente.
Geração instantânea de apresentações formais
A manipulação manual de elementos gráficos em apresentações de slides draga tempo e tira foco estratégico essencial. Há quem goste. Alguns raros casos porque realmente gostam, fazem bem feito e o mais rápido possível; outros porque dá pra enrolar com o argumento de que leva tempo.
Este workflow sugere que a equipe redija o cerne argumentativo cru — por exemplo, um denso memorando em texto de 20 páginas — e oriente o Gemini no Google Slides a transformar o manifesto numa apresentação visualmente formidável de 10 slides. Voilà.
A ferramenta estrutura a hierarquia tipográfica, elabora as visualizações de dados e confecciona as notas para o orador. O impacto pretendido é alteração no foco: sai a formatação mecânica e entra a contação de histórias executiva.
O estrategista concentra-se exclusivamente em defender a tese do negócio — o crucial “e daí?” — enquanto a máquina fica encarregada de compilar o documento.
O mercado não distribui bônus milionários para quem alinha caixas de texto com perfeição — muito menos à máquina que o substituiu para fazer o serviço mil vezes mais rápido, literalmente.
O processador no controle
Executivos se esquecem de que, para liderar, o físico e o mental têm de estar em dia. A negligência disso pode resultar em esgotamento crônico (o termo certo é surtar mesmo).
A rotina pesada não deixa tempo pra nada, o que é uma receita garantida pra pifar como um motor fundido.
Os fluxos a seguir, ao que se dispõem, te ajudarão na sobrevivência empresarial para que você não exploda no topo da pirâmide.
Imagem “impecável” sem esforço
Ícones históricos da tecnologia vestiam-se de forma idêntica (como um uniforme) todos os dias não por desleixo, mas por se recusarem em perder tempo com os agrados visuais inúteis e sem sentido do “dress-code corporativo”. É como dizer que vestir calça jeans, camiseta básica e um tênis confortável reduz o conhecimento do seu cérebro ou a sua inteligência.
E porque não pensar simplesmente que “eles gostavam da simplicidade”?
O fluxo automatizado tenta modernizar este princípio estóico: o secretário digital instrui o Gemini a varrer a agenda diária no Google Agenda, cruzar com a previsão do tempo geolocalizada e auditar o inventário do guarda-roupa do executivo.
O sistema projeta recomendações de vestimenta milimetricamente adequadas ao risco das aparições agendadas, distinguindo de imediato a casualidade descolada necessária para a gravação de um podcast sobre inovação em um estúdio alternativo em Floripa, da formalidade exigida para um painel com acionistas e investidores conservadores no coração da Paulista.
O executivo mantém uma consistência visual impecável que constrói a aura de marca pessoal, exigindo absolutamente zero desgaste mental em sua execução.
Nota do autor:
Tomei a “liberdade” de mudar os nomes dos locais, porque estamos no Brasil.
Particularmente, o exemplo dado na fonte é absurdamente surreal. Raciocine o tempo de inventariar o guarda roupa, fotografar, incluir cor e tipo de tecido de cada roupa, material de cada camisa, terno, gravata, sapato, cinto, carteira, jóia etc… Ah! pqp.
O mais escalafobético é pensar numa máquina me dizendo o que vestir (comer, pensar, fazer). É abominável, aberrante, distópico, pantomímico. Contudo, para quem já está completamente entregue ao controle da máquina sobre o ser humano, inclusive mental e comportamental, tá tudo certo. Vida que segue, né.
Deixe o robô pensar por você
A disponibilidade 24/7 define a máxima “nem tudo que reluz é ouro”. Resumindo, você não sabe o que priorizar, nem quando.
Este último fluxo sugere usar a IA para organizar sua agenda de acordo com o seu ritmo, não com a urgência alheia.
O assistente instrui a IA a analisar o fluxo semanal e propõe reservar o período do dia em que seu cérebro está mais afiado para o que realmente exige estratégia. O resto — e-mails, planilhas chatas ou burocracia — transfira para o horário em que sua energia cai.
Pagar um executivo para revisar dados secundários quando ele deveria estar pensando e agindo pelo futuro da empresa é um desperdício de tempo que pode custar milhões.
Deixe a IA cuidar da logística e foque no que realmente traz resultado.
A pérola do Dino!
Se acredita que maturidade digital é saber digitar comandos sequenciais em múltiplas janelas isoladas, se lascou.
As novas plataformas agênticas — capazes de ler, inferir, reagir e integrar dados silenciosamente — surgiram prometendo liberar o potencial humano ao que realmente importa.
Copiar e colar dados continuamente entre sistemas, gera apenas mais um novo processo burocrático que deturpa e ferra com sua criatividade, gera estresse e pulveriza sua autonomia, transformando o talento humano no elo vulnerável da corrente que deveria deslizar, operando de forma fluida.
Esqueça os prompts, foque nas decisões
É fato que ainda há executivos resistentes, omitindo-se da mudança atrás de argumentos como “intuição humana e complexidade criativa” (não discordo totalmente, para alguns casos muito específicos). As empresas querem mais velocidade (quanto mais rápido, ainda é devagar), mais produtividade (10000x mais em 1% do tempo), para gerar mais lucro, ROI ultra mega hiper positivo.
Sem lero-lero vem cá que eu também quero. Ou você entrega ou “a porta da rua é a serventia da casa” (invertendo o ditado popular).
Quanto menos gente pra tirar férias e mais agentes processando, filtrando, atendendo, gerando vendas 24 horas por dia, é isso que está em voga. Você precisa pegar os dados gerados e usar para tomar as decisões que não se pode delegar às máquinas.
É o fim das tarefas que tomam tempo tático prioritário e promovem ostracismo estratégico. Então pare de perder tempo com prompts e gere agentes que executam e aprimoram essas tarefas repetitivas.
Por fim, entenda que a tecnologia já mapeia tendência, gera e aprova criativos, e prevê prejuízos financeiros muito antes de você acordar. Se o seu dia a dia cabe num script de automação, tenha certeza, você é o próximo a visitar o RH.
Se um código consegue tocar o seu processo de ponta a ponta, por que é que a empresa vai te manter nessa cadeira pagando altíssimo salário? Uma máquina te substitui por um valor muito menor, com eficiência maior (não é o que dizem?).
Deixo pra você o lema de vida que me manteve no mercado nos últimos 35 anos:
Existem duas únicas grandes verdades na vida:
1- A morte
2- As mudanças
Enquanto a primeira não chega, a segunda é garantida. Adapte-se!
Os tempos mudaram, a mentalidade, comportamento social e de consumo mudou, os avanços tecnológicos acontecem cada vez mais rápidos. Até o caráter e a ética, em geral, mudaram (pra pior).
Ou você se adapta ou vira uma vaga lembrança do passado na fila dos desempregados e ninguém se lembrará de você já na próxima semana. (porque a memória mediana agora só dura os 15 segundos do reel/short)
Abraço do Dino! 🦖
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